23 – Nota da Fetcemg e do Setcemg sobre as manifestações contra o aumento dos preços dos combustíveis

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A Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg) e o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Setcemg) vêm publicamente manifestar-se sobre o movimento de paralisação realizado pelas rodovias de todo o país nesta semana contra a alta no preço dos combustíveis.

Desde julho de 2017, quando a Petrobras adotou uma nova forma de precificação dos combustíveis, com aumentos quase que diários, o preço do óleo diesel subiu 59,62%, causando uma defasagem de 23,85% no valor dos fretes. Isso traz repercussões negativas tanto para o equilíbrio dos negócios do setor quanto para a sociedade, que tem percebido aumentos nos preços em cadeia.

Desde então, o Setcemg tem alertado suas associadas para que repassem o valor da diferença em seus contratos junto aos embarcadores, como uma forma de manter a saúde financeira de suas empresas. Agora, o Sindicato também alerta as empresas para tomarem o máximo de cuidado ao colocarem seus veículos nas vias públicas a serviço do abastecimento do país, pois, além de colocarem em risco a vida da sua força de trabalho, as empresas correm o risco de não terem possíveis sinistros acobertados pelas companhias de seguros.

O Setcemg também alerta as empresas para que mantenham o princípio da transparência com seus clientes e os informem sobre a inviabilidade de manter os prazos acordados anteriormente para as entregas.

Espera-se que tanto a estatal quanto o governo revisem urgentemente suas políticas tributárias e revejam esta política que inviabiliza as atividades das empresas e ocasiona custos imensuráveis para toda a sociedade.

A Petrobras é a grande responsável pelo desabastecimento do país decorrente da greve dos caminhoneiros. As entidades representativas das empresas de transporte de cargas vêm alertando a estatal deste risco desde o ano passado. Em dezembro, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) conseguiu reunião com a diretoria da Petrobras no Rio de Janeiro e representantes do setor de todo o Brasil, inclusive de Minas Gerais, que relataram os riscos e a dificuldade de conviver com as variações de preços constantes.

No começo deste ano, as entidades reiteraram preocupação ao governo federal, destacando o pedido de reunião com a presidência da Petrobras para relatar problemas e propor soluções que manteriam a política de equiparação de preços ao mercado internacional, mas viabilizando a atividade econômica brasileira. Os pedidos de reunião foram negados.

Cabe registrar ainda que, neste momento de constantes aumentos dos preços dos combustíveis, é indispensável a sensibilidade dos embarcadores autorizando rápido repasse dos aumentos para os fretes. O setor vem, há tempos, com os preços defasados e não temos ‘gordura para queimar’. O óleo diesel é um item muito importante na cadeia de produção e o reajuste de frete deve acompanhar a volatilidade dos preços do óleo diesel praticados pela Petrobras.

Sem entrarmos no mérito da greve, entendemos ser oportuno trazer estes esclarecimentos à população que, como os transportadores, sofre com o desabastecimento decorrente da indisposição ao diálogo por parte da Petrobras.

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