Painel do transporte – frete em queda

O país corre o risco de um grave colapso no setor de transporte, atividade essencial para a economia e para a sociedade brasileira. Pesquisa da NTC&Logística aponta que 70,5% das empresas registraram queda no faturamento no último ano. Confira na coluna Painel do Transporte, do jornal O Tempo, desta segunda-feira (21), o comunicado oficial da entidade sobre a defasagem do frete.

Uma pesquisa nacional realizada pela NTC&Logística revela a grave situação das empresas transportadoras no primeiro semestre de 2017.

Segundo o levantamento, 70,5% das empresas registraram queda no faturamento. As receitas diminuíram em 10,32% e o valor do frete caiu, em média, 2,98%. 91% das empresas diminuíram de tamanho e 54,7% das empresas têm recebido o pagamento pelo frete com atraso.

A pesquisa aponta alguns fatores que contribuíram para tal situação: em primeiro lugar, estão os aumentos de custos com salários (4%), combustível (4,25%), despesas administrativas (9,20%) e outros. Contribuem também o baixo volume de carga e o aumento no número de roubos de cargas.

É importante destacar a existência dos riscos suportados pelas empresas e que necessitam ser cobertos conforme a especificidade do serviço e da carga, como é o caso do frete valor, gerenciamento de risco (Gris), a taxa de restrição de trânsito (TRT), dentre outras, inclusive as de caráter emergencial e transitório como é o caso da taxa de emergência excepcional (Emex), criada para cobrir os custos decorrentes da situação de falta de segurança. Soma-se a tudo isso o custo de escoltas urbanas, cobertura securitária e das restrições impostas à prestação de serviço de transporte. Como se tudo não bastasse, o setor ainda enfrenta o comprometimento do seu faturamento com o aumento cada vez maior de fretes atrasados.

Apesar disso tudo, o primeiro semestre foi um pouco melhor para o setor que o ano de 2016, mas ainda distante do ideal. Ajudou a modesta recuperação na economia, principalmente em função da safra recorde e das exportações.

Com relação ao frete rodoviário praticado, a pesquisa continua apontando uma defasagem da ordem de 20,89% na carga lotação e 7,72% na carga fracionada. Estas defasagens não incluem impostos e margem de lucro.

Portanto, fica evidente que é imprescindível e urgente que se faça o quanto antes um realinhamento dos fretes praticados, acompanhado da cobrança dos demais componentes tarifários. Se esta melhora não se concretizar, o País corre o risco de um grave colapso em uma atividade essencial para a economia e para a sociedade brasileira.

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