Setcemg e Fetcemg participam de seminário da Sedese

Nesta quarta-feira (7), o consultor técnico do Setcemg e da Fetcemg, Luciano Medrado, participou do webnário promovido pelo Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Geração de Renda (CETER), que teve como tema central “O mercado de trabalho durante e pós pandemia”. O evento contou com o apoio de várias entidades, entre elas a Fetcemg, que integra o conselho representando a bancada dos empregadores.

Durante a abertura, a Secretária de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, Elizabeth Jamometti, destacou a importância do debate para entender o cenário atual do emprego e renda no estado e vislumbrar soluções para atuar nas diversas ondas enfrentadas.“Esse debate é essencial para anteciparmos a nova dinâmica e cenário (do emprego e renda com a pandemia) e elaborar políticas públicas na área de trabalho, emprego e renda neste novo momento”, disse.

MERCADO DE TRABALHO E PERSPECTIVA

Luciano Medrado iniciou sua fala destacando os tipos de processos produtivos no decorrer da história. “Falar de trabalho é falar de vida. É difícil desassociar o trabalho da própria vivência das pessoas. E o fator de produção se dá por três pilares: você só consegue produzir algo em algum lugar se tiver recurso natural ou insumos, tecnologia e recursos humanos. Esses três fatores compõem a produção”, destacou.

Para Medrado, o mercado de trabalho já passava por uma intensa mudança antes da pandemia, que veio para acelerar esse processo. “O mercado de trabalho estava em franca mutação, com uma intensa mudança tecnológica. O Brasil, que é um país subdesenvolvido, é rico em recursos naturais, abundante em recursos humanos e pobre em recursos tecnológicos”, afirmou.

O consultor lembrou que, com a pandemia da Covid-19 e o consequente fechamento do comércio, muitas empresas, que no Brasil são em grande parte micro ou pequenas, tiveram que fechar as portas. “Fica a pergunta: como vamos nos reorganizar? Ainda não sabemos. O mundo ainda está passando pela pandemia. Mas nós não seremos capazes de voltar ao que éramos antes, pois já estávamos vivenciando uma mutação desse fator de produção, com a tecnologia se sobressaindo aos recursos naturais e humanos”, destacou.

Medrado falou ainda sobre a necessidade de desburocratização dos negócios e das relações de trabalho, além da necessidade de investimento na educação. ‘É importante que os formuladores de políticas públicas enxerguem o mercado de trabalho como um mercado de vida”, afirmou.

NOVO MODELO DE TRABALHO E ESTUDO PÓS-PANDEMIA

O Secretário de Políticas Públicas para o Emprego/ Ministério da Economia, Fernando de Holanda, trouxe um pouco das novidades trazidas pela pandemia, como o aumento do teletrabalho. O secretário apresentou os prós e contras que virão com essa nova modalidade que viabiliza o trabalho de qualquer lugar, mas exigirá uma maior capacitação dos profissionais, já que a concorrência também aumentará. “É preciso pensamos se essa condição será permanente ou apendas durante o momento. Enquanto gestores, precisamos pensar sobre isso. O mesmo acontece com as aulas e cursos”, afirmou.

O secretário apresentou ainda o cenário do desemprego atual, em especial para os jovens, que teve um aumento significativo com a pandemia.

Já o Coordenador Regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em Minas Gerais, Fernando Duarte, apresentou a evolução do desemprego durante a pandemia, destacando os dados do Caged e apontando as expectativas de recuperação dos postos de trabalho no pós-pandemia.

Segundo ele, estamos passando por um momento de revolução da base econômica. “A pandemia fez um papel de catalizador dessa mudança”, disse. “É preciso pensar friamente nesse momento, nas empresas”, completou.

O presidente da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, o deputado estadual Celinho Sintrocel, destacou o aumento do desemprego na pandemia. “Tenho certeza que é em um debate aberto como esse que encontraremos saída para um dos piores momentos da nossa história”, afirmou. “A crise econômica que vivemos agora não teve início com a pandemia. A crise econômica mundial vem em um crescente e foi acelerada pela pandemia”, reforçou.

Ele também citou dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que confirmam que o aumento do desemprego foi intenso e deve afetar em especial a América Latina.

O Subsecretário de Desenvolvimento Regional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Douglas Cabido, apresentou o trabalho desenvolvido pelo governo do estado para atuar na retomada da economia, destacando a importância do papel das empresas. Ele é responsável pela gestão do Minas Consciente e Programa Minas Livre para Crescer.

“A pandemia freou o Brasil inteiro, freou o mundo. Optou-se por parar as atividades econômicas do dia da a dia, deixando apenas as essenciais”, afirmou.

O Subsecretário destacou as ações feitas para aumentar o atendimento na área da saúde para dar suporte para a população neste momento, que foi realizado pela Secretaria da Saúde (SES-MG), em parceria com as prefeituras, incluindo o Minas Consciente, desenvolvido para a retomada da economia. “Tivemos perdas, óbvio. Mas a retomada de Minas Gerais tem sido mais rápida que outros estados”, completou.

“Pensando para frente, Minas Gerais lançou “Avança Minas”, que é um conjunto de ações que envolvem uma série de secretarias de estado, que envolve projetos de infraestrutura e a desburocratização do ambiente de negócios”, finalizou.

Se você não assistiu o webnário e quer conferir todo o debate, acesse o Youtube da Sedese e veja na íntegra.

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