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Com recorde histórico de leilões, Minas Gerais é destaque no PNL 2050 por sua importância logística

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Plano que busca traçar o planejamento da infraestrutura para os próximos anos já foi debatido em sete capitais e será finalizado em dezembro

ortar Minas Gerais de ponta a ponta é atravessar o Brasil por dentro. Com a maior malha rodoviária do país – mais de 272 mil quilômetros de estradas, que conectam o Sudeste, o Centro-Oeste e o Nordeste, o estado é passagem obrigatória para boa parte da produção nacional e elo essencial para a logística brasileira.

Tendo em vista esse cenário, Belo Horizonte sediou, nesta quarta-feira (12), mais uma etapa da série “Logística no Brasil”, encontro dedicado ao aprimoramento do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050. O evento, promovido pelo Ministério dos Transportes em parceria com a Infra S.A., discutiu o futuro da infraestrutura de transportes e o papel de Minas na construção de uma matriz mais equilibrada, sustentável e competitiva.

“O planejamento é fundamental, precisamos pensar o amanhã, e isso significa discutir com toda a sociedade, como estamos fazendo com o Plano Nacional de Logística. A ideia é que o PNL 2050 seja perene, que ultrapasse mandatos, e sirva como referência, independentemente de quem esteja no comando”, afirmou Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A.

Enquanto o país discute caminhos para o futuro da infraestrutura, Minas Gerais já vive um momento de forte expansão no setor de transportes. Desde que o ministro Renan Filho assumiu a pasta, em 2023, o estado passou a liderar o número de concessões rodoviárias, com sete leilões realizados em menos de três anos, que já somam cerca de R$ 63 bilhões em investimentos privados aplicados em estradas estratégicas, como as BRs-040, 381 e 262.

“Se a gente considerar que, no início da gestão do atual governo, havia apenas uma concessão rodoviária em operação no estado e hoje já temos sete contratos vigentes, então é possível dizer que tivemos avanços muito relevantes na agenda de infraestrutura rodoviária em Minas”, disse Pedro Bruno Barros de Souza, secretário de Infraestrutura e Mobilidade do Governo de Minas Gerais.

E vem mais por aí: em dezembro será a vez da rodovia Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, ir a leilão. A concessão irá ampliar a capacidade de um dos principais corredores logísticos do país, que recebe cerca de 250 mil veículos por dia, sendo 37% caminhões.

“Infraestrutura é competitividade. Quando você direciona o investimento para o lugar certo, gera expansão econômica e uma espiral positiva de crescimento. Um exemplo concreto: um transportador me contou que, com a duplicação da Fernão Dias, o trajeto diário de 40 carretas cairia para 26, apenas pela redução no tempo de viagem. É disso que estamos falando quando tratamos de produtividade e eficiência”, destacou Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

O avanço nas concessões vem acompanhado de melhorias nas condições das rodovias. De acordo com o último Índice de Condição da Manutenção (ICM), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), 60% das estradas mineiras estão hoje classificadas como boas, ante 40% em 2022, último ano do governo anterior.

Essas transformações acontecem em um estado que tem peso central na economia nacional. Minas Gerais responde por 9,1% do PIB brasileiro, com destaque para os setores da indústria de transformação, transportes e comércio, atividades fortemente conectadas à malha rodoviária.

“Temos concentrado esforços para resolver gargalos antigos, que eram muitos. Melhoramos a BR-381, que era um problema tremendo e hoje nós temos os melhores projetos de infraestrutura rodoviária do mundo”, concluiu Jorge Bastos.

Diálogo e Desenvolvimento

O PNL 2050, atualmente em fase de diagnóstico, é o principal instrumento de planejamento do setor e projeta, para as próximas décadas, as necessidades e oportunidades logísticas do Brasil. A iniciativa, que integra o Planejamento Integrado de Transportes (PIT), busca reduzir gargalos, estimular a intermodalidade e aproximar as decisões de investimento das realidades regionais.

O plano tem priorizado a participação da sociedade, promovendo encontros presenciais para ouvir demandas e adaptar o projeto às necessidades locais. Os debates já passaram por oito capitais e, até o fim do ano, antes de o plano ser concluído, será debatido no Rio de Janeiro e em Belém.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

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