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Logística como estratégia nacional: o papel do transporte rodoviário no avanço da economia brasileira

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Com investimentos expressivos e decisões estratégicas que redesenham o mapa logístico nacional, o ano de 2025 consolidou um novo ciclo de desenvolvimento para o transporte e a infraestrutura no Brasil. Dados do boletim BNDES Informa – Janeiro de 2026 mostram que o Centro-Oeste foi protagonista desse movimento, impulsionado por concessões rodoviárias que somaram cerca de R$ 28 bilhões, obras estruturantes e avanços regulatórios que fortalecem a competitividade do setor de transporte rodoviário de cargas (TRC).

A modernização da malha viária e a ampliação da integração multimodal tiveram impacto direto no escoamento da produção agropecuária, especialmente em uma região que concentra parte relevante da safra nacional. Projetos ferroviários estratégicos, como a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), que já ultrapassou 35% de execução, e os avanços na Ferrovia Norte-Sul (FNS) e na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), reforçam a complementaridade entre rodovias e ferrovias, criando ganhos de eficiência logística e redução de custos operacionais.

No campo institucional, a aprovação do Plano Estratégico 2026–2029 da ANTT sinaliza um alinhamento entre regulação, segurança viária e sustentabilidade. O documento estabelece diretrizes que dialogam diretamente com as demandas do setor produtivo, ao priorizar eficiência, inovação e integridade regulatória. Para o TRC, esse ambiente regulatório mais previsível é essencial para o planejamento de investimentos e a renovação de frotas, especialmente em um cenário de crescimento da demanda por transporte.

O contexto macroeconômico também impõe desafios e oportunidades. Em dezembro de 2025, o grupo Transportes foi o principal responsável pela alta do IPCA no mês, refletindo pressões de custos que impactam diretamente as empresas do setor. Ao mesmo tempo, instrumentos de financiamento oferecidos pelo BNDES, com prazos longos e condições diferenciadas para infraestrutura logística, surgem como alternativas estratégicas para sustentar investimentos em um ambiente de juros ainda elevados.

Por fim, o desempenho do comércio exterior e a projeção de uma safra recorde de grãos em 2025/2026 reforçam o papel central do transporte rodoviário de cargas na economia brasileira. Com produção estimada em mais de 353 milhões de toneladas, a maior da história, o país depende de uma logística eficiente para manter sua competitividade global. Para o setor transportador, o momento é de atenção redobrada, mas também de protagonismo: investir, inovar e participar ativamente da construção desse novo ciclo logístico que se desenha no Brasil.

Leia o documento completo aqui.

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