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BNDES aprova R$ 1,3 bilhão para renovação da frota de caminhões em um mês

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Os financiamentos atenderam caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte rodoviário de cargas em 532 municípios de todas as regiões do país

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,3 bilhão em crédito para renovação da frota de caminhões em apenas um mês de operação do programa BNDES Renovação da Frota, iniciativa que integra o Move Brasil, política de mobilidade verde lançada pelo governo federal.

O avanço do programa recoloca no centro da agenda econômica a discussão sobre a idade da frota nacional. No Brasil, os caminhões têm, em média, cerca de 13 anos de uso, com milhares de veículos em circulação há mais de duas décadas — cenário que, historicamente, tem desafiado políticas públicas de renovação, marcadas por crédito caro, alcance limitado e descontinuidade.

Em janeiro, foram realizadas 1.152 operações, com tíquete médio de R$ 1,1 milhão. Os financiamentos atenderam caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte rodoviário de cargas em 532 municípios de todas as regiões do país. Os recursos podem ser usados na compra de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, além de seminovos fabricados a partir de 2012 e alinhados às exigências ambientais do Proconve 7.

Lançado em dezembro, o Move Brasil dispõe de R$ 10 bilhões, sendo R$ 6 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões captados pelo banco a taxas de mercado. As condições incluem juros estimados entre 13% e 14% ao ano, prazo de pagamento de até 60 meses e carência de até seis meses. O valor máximo por beneficiário é de R$ 50 milhões.

Do total disponível, R$ 1 bilhão foi reservado exclusivamente para caminhoneiros autônomos e pessoas físicas ligadas a cooperativas. A autorização para o uso de recursos do Tesouro foi concedida por meio da Medida Provisória 1.328, publicada em dezembro de 2025.

Política permanente?

Diante da adesão inicial, o governo avalia tornar o Move Brasil uma política permanente. Em entrevista a jornalistas durante evento que celebrou os 90 anos do Sindicato das Empresas de Transporte de São Paulo (Setcesp), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a intenção é transformar o programa em uma ação estrutural de longo prazo.

“O limite hoje é o teto do recurso, os R$ 10 bilhões. Mas o governo já trabalha para tornar esse programa perene, nem que seja mais para frente, porque precisamos retirar de circulação os caminhões Euro 0, Euro 2 e Euro 3”, disse.

Até a semana passada, o programa já havia liberado R$ 602 milhões em crédito, com 515 contratos fechados — cerca de 6% do total disponível. Para Alckmin, o desempenho inicial indica potencial para estimular o mercado e modernizar o transporte rodoviário de cargas.

O vice-presidente destacou ainda que a renovação da frota tem impacto direto sobre custos logísticos, segurança viária e emissões. “Melhora a logística, reduz o custo Brasil, diminui acidentes, polui menos e gera emprego”, afirmou. Segundo ele, a estimativa inicial de venda adicional de cerca de 6 mil caminhões pode ser conservadora, diante do crescimento da produção agrícola e do comércio exterior.

O Brasil tem hoje a sexta maior indústria de caminhões do mundo, e o governo aposta que a ampliação do crédito pode ajudar a sustentar a atividade do setor em um cenário ainda marcado por juros elevados e demanda desigual entre os segmentos do transporte.

Fonte: NTC & Logística

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