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Consórcio Rotas do Brasil vence leilão de concessão da BR-262, entre Betim e Uberaba

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Trecho de 438 km da BR-262/MG faz a ligação de Uberaba, no Triângulo Mineiro, a Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)

O consórcio Rotas do Brasil, formado pela Kinea, gestora de investimentos, e pelo Way Brasil, grupo com atuação nas áreas de construção e concessões de rodovias, venceu o leilão de concessão do trecho da BR-262 que faz a ligação de Uberaba, no Triângulo Mineiro, a Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

O certame aconteceu na tarde desta quinta-feira (31), na sede da B3, em São Paulo.

O lote rodoviário teve dois interessados e a associação ganhou a disputa na etapa de lances viva-voz ao oferecer um desconto de 15,30% sobre a tarifa básica de pedágio. A outra oferta (15,20% de dedução) veio do banco de investimentos BTG Pactual.

“Nos comprometemos a levar aos usuários da BR-262 uma nova rodovia, com muito investimento, segurança e trafegabilidade, assim como fizemos em nossos projetos por onde passamos e onde atuamos”, afirmou o conselheiro do consórcio Rotas do Brasil, Giovanni Mott, em discurso na B3 antes da tradicional batida de martelo no leilão.

“Com essa parceria entre o grupo Way e a Kinea Investimentos, criamos uma plataforma com robustez financeira, expertise construtiva e operacional”, finalizou.

Conforme previsto no cronograma elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o consórcio deverá assinar, até o dia 11 de fevereiro de 2025, o contrato com o governo federal para administrar o trecho da BR-262 pelos próximos 30 anos.

“Minas Gerais vai dar a virada que o povo mineiro sempre esperou nas suas rodovias, deixando de ser uma das piores do Brasil em qualidade para atingir o melhor nível”, disse o ministro dos Transportes, Renan Filho, ao discursar na B3, citando os investimentos previstos nas quatro concessões de rodovias federais que passam pelo Estado realizadas neste ano: BR-262, dois trechos da BR-040, e um segmento da BR-381.

Projeto prevê R$ 8,5 bilhões em investimentos e duplicação de 44,3 km

O segmento da BR-262 que foi a certame é uma das principais rotas de escoamento da agropecuária mineira. O trecho, inclusive, é conhecido como Rota do Zebu, nome que faz referência a raça bovina, mantida por pecuaristas de Uberaba, o berço da pecuária zebuína.

BR-262. Foto: Foto: Triunfo Concebra / Divulgação
BR-262. Foto: Foto: Triunfo Concebra / Divulgação

Com extensão de 438,9 quilômetros (km), a fatia da estrada estava integrada a uma concessão assumida pela Concessionária de Rodovias Centrais do Brasil (Concebra), do grupo Triunfo, em 2014, porém, devolvida à União, para fins de relicitação, em 2020.

Para que o importante corredor logístico seja fortalecido, o Rotas do Brasil terá que investir R$ 8,5 bilhões na rodovia ao longo do contrato com o governo federal, dos quais R$ 4,5 bilhões destinados a melhorias de infraestrutura e R$ 4,1 bilhões a custos operacionais.

A concessão da Rota do Zebu prevê a criação de mais de 63 mil empregos, entre diretos e indiretos, e a geração de efeito-renda nos municípios cortados pela estrada. A expectativa da União é que 4,4 milhões de pessoas sejam beneficiadas com o projeto.

De acordo com o Programa de Exploração da Rodovia (PER), no primeiro ano como gestor do trecho da BR-262 entre Uberaba e Betim, a associação se dedicará as obras e serviços para eliminar problemas da estrada que impliquem riscos pessoais e materiais iminentes. O objetivo é prover requisitos mínimos de segurança e conforto aos usuários.

As grandes intervenções esperadas pela população, por exemplo, para duplicação do segmento rodoviário, começarão logo após o término dos trabalhos iniciais – a previsão é que as duplicações sejam concluídas entre o quinto e o sexto ano da concessão.

Confira parte do que será feito na BR-262:

• duplicação de 44,3 km;
• criação de 168,9 km de faixas adicionais e 3,6 km de vias marginais;
• implantação de 17 passarelas de pedestres e três passagens de fauna;
• instalação de cem pontos de ônibus, 17 barreiras anti-ruído e um ponto de parada e descanso (PPD),
• construção de uma rampa de escape;
• e duas correções de traçado.

Fonte: Diário do Comércio

 

 

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