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Freios: veja 5 erros comuns que causam prejuízo e arriscam a segurança

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Por motivos óbvios, os freios estão entre os itens de segurança mais importantes de um automóvel. Mantê-los em perfeito estado de funcionamento, portanto, é essencial.

A primeira orientação é seguir rigorosamente as quilometragens e os prazos recomendados nas revisões periódicas, disponíveis no manual do proprietário.

Além disso, vale a pena ficar atento a sinais de que o equipamento já necessita de uma inspeção, como vazamento de fluido, pedal duro e maior distância de frenagem.

Outra recomendação é evitar erros, tanto na condução quanto na manutenção, que aceleram o desgaste dos freios e podem aumentar a conta a ser paga com oficina.

Para apontar esses maus hábitos, UOL Carros consultou Erwin Franieck, mentor de tecnologia e inovação em engenharia avançada da SAE Brasil.

Confira:

1 – Frear em cima da hora

De acordo com Franieck, dirigir de forma agressiva, com frenagens e acelerações bruscas, é um dos hábitos que mais contribui para o desgaste prematuro dos freios e para o aumento no consumo de combustível.

Se a intenção é prolongar a vida útil de pastilhas, lonas e discos de freio e, de quebra, reduzir o gasto de combustível, suavidade ao volante é a dica de ouro.

“Antecipe as frenagens ao observar que o trânsito está parando logo adiante e, depois, acelere de forma gradual. Evite os extremos ao volante para não desgastar os freios e outros componentes sem necessidade”, ensina o engenheiro.

2 – Não utilizar o freio motor

Especialmente em descidas de serra, a orientação é sempre manter o veículo engrenado e, se for necessário, inclusive com redução de marcha.

O freio motor aumenta a segurança e reduz a necessidade de acionar o sistema de freios.

Em situações extremas como descidas íngremes e sinuosas, exigir demais dos feios acaba por aquecer excessivamente componentes como discos e pastilhas, criando um efeito indesejável e perigoso: o “fading”, que é a perda momentânea da capacidade de frenagem por conta das altas temperaturas.

“Nunca ande na ‘banguela’, com a transmissão em neutro. Reduza as marchas para ajudar a ‘segurar’ o veículo e não sobrecarregar os freios. Muitos carros automáticos identificam o declive e já fazem a redução, mantendo o motor cheio”, orienta o especialista da SAE Brasil.

Se você tem o costume de colocar a transmissão em ponto morto em declives, na expectativa de poupar combustível, a prática não traz esse benefício. Pelo contrário.

Colocar o câmbio em neutro faz o carro gastar mais combustível do que se estivesse engrenado. Isso acontece porque o sistema de injeção é calibrado para entrar em modo de baixo consumo assim que você tira o pé do acelerador, com o veículo engrenado. Assim, o motor recebe apenas a quantidade necessária de combustível para seguir funcionando.

3 – Manter o pé no pedal após frenagem intensa

Essa situação é comum, especialmente na estrada, onde se atinge velocidades mais altas.

Ao parar para reabastecer ou chegar ao posto de pedágio, por exemplo, exige-se mais dos freios, que podem atingir temperaturas superiores bastante elevadas.

Imediatamente após a parada, muitos continuam pressionando o pedal.

“Se for possível, em local plano, tire o pé do pedal imediatamente logo após a parada do veículo. Alguns segundos já são suficientes. Essa prática permite que o disco esfrie de maneira uniforme, o que não acontece com as pastilhas pressionadas sobre a peça”, esclarece Franieck.

De acordo com o engenheiro, esse cuidado não é excesso de zelo. Pelo contrário: contribui para evitar que se forme um “degrau” no disco, causado pelo resfriamento irregular – o que pode exigir a substituição da peça antes do prazo.

Também reduz o risco de o disco empenar, diz Erwin.

4 – Excesso de carga

Esse hábito é mais associado ao consumo de combustível, mas também é danoso para itens como suspensão e freios.

Quanto mais peso a bordo, maior é a necessidade de utilizar os freios, acelerando o respectivo desgaste.

A situação é agravada se a carga transportada for maior do que o limite recomendado no manual do proprietário.

Nesse caso, não se trata apenas de reduzir a vida útil de uma série de componentes: as consequências dessa prática incluem maior distância de frenagem e comprometimento da estabilidade do carro.

5 – Usar fluido fora da especificação

As montadoras informam no manual a especificação exata do fluido de freio e não é por acaso.

Nos testes de homologação e desenvolvimento do carro, o líquido utilizado precisa atender a requisitos específicos daquele modelo de carro, levando em conta aspectos como ponto de ebulição.

Siga os prazos para troca do fluido, utilizando o produto recomendado pela montadora, salienta Erwin Franieck.

“Em condições normais, o sistema de freios é bem vedado e não é esperada uma redução no nível do líquido. Caso você perceba que ele ficou menor, é sinal de um provável vazamento, que deve ser verificado o mais rapidamente possível”, alerta o mentor da SAE Brasil.

Se o nível baixar, a recomendação é completá-lo com o fluido correto e ir logo até uma oficina de confiança para inspecionar o sistema de freios.

Fonte: UOL | Imagem: Shutterstock

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