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Petróleo fecha em alta sem desfecho sobre fim da guerra

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Preços da commodity teve dia volátil com investidores aguardavam esclarecimentos sobre o andamento das negociações entre os EUA e o Irã

O petróleo teve um dia volátil nesta segunda-feira (6), com forte oscilação nos preços, enquanto os investidores aguardavam esclarecimentos sobre o andamento das negociações entre os EUA e o Irã e permaneciam cautelosos com perdas contínuas de oferta devido a interrupções no transporte marítimo.

O avanço nos preços da commodity aceleraram no início da tarde, após Donald Trump afirmar que o Irã poderia ser “derrubado” em uma noite e que isso poderia acontecer nesta terça-feira (7). No fim de semana, ele disse que o Irã tem até terça-feira às 20h (horário do leste dos EUA) para fechar um acordo.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,68%, para US$ 109,77 o barril.

Enquanto o WTI, referência no mercado americano, encerrou o dia em alta de 0,78%, a US$ 112,41 o barril.

As oscilações de preços no mercado asiático nesta segunda-feira foram insignificantes se comparadas à alta de 11% do WTI e de 8% do Brent na sessão anterior, na quinta-feira (2), o maior aumento absoluto de preços desde 2020.

Os EUA e o Irã receberam a estrutura de um plano para encerrar as hostilidades, mas o Irã rejeitou a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, depois que o presidente Donald Trump ameaçou impor um “inferno” a Teerã caso o país não chegasse a um acordo até o final de terça-feira. O Irã também afirmou ter formulado suas posições e exigências em resposta às recentes propostas de cessar-fogo transmitidas por intermediários.

O Estreito de Ormuz, por onde passam petróleo e derivados do Iraque, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, permanece em grande parte fechado devido aos ataques iranianos a navios desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

Algumas embarcações, no entanto, incluindo um petroleiro operado por Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um navio de transporte de gás de propriedade japonesa, atravessaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira, segundo dados de navegação, refletindo a política iraniana de permitir a passagem de navios de países que considera mais amigáveis.

“O mercado está tentando entender o que esperar daqui para frente. A notícia mais importante deste fim de semana foi a passagem de alguns navios pelo Estreito”, disse Ole Hvalbye, analista da SEB Research.

Hvalbye também destacou que a Europa continuou perdendo barris e derivados para a Ásia devido ao aperto do mercado.

Busca por fontes alternativas
As interrupções no fornecimento do Oriente Médio levaram as refinarias a buscar fontes alternativas de petróleo bruto, principalmente para cargas físicas nos EUA e no Mar do Norte britânico. Os prêmios à vista do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA atingiram recordes históricos devido à competição entre refinarias asiáticas e europeias.

As refinarias indianas também adiaram paradas para manutenção de suas unidades para atender à demanda local de combustível.

No domingo, a Opep+, composta por alguns membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia, concordou com um aumento modesto de 206.000 barris por dia para maio.

“Os movimentos da Opep parecem estar sujeitos a desafios com base na disponibilidade para exportação”, disse o analista da Rystad, Janiv Shah.

A Arábia Saudita também fixou o preço oficial de venda do petróleo bruto Arab Light para a Ásia em maio com um prêmio recorde de US$ 19,50 por barril acima da média Omã/Dubai, um aumento de US$ 17 em relação ao mês anterior, informou a Aramco.

Entretanto, o fornecimento russo foi recentemente interrompido por ataques de drones ucranianos aos seus terminais de exportação no Mar Báltico. Notícias veiculadas no domingo informaram que o terminal de Ust-Luga retomou as operações de carregamento no sábado, após dias de interrupções.

As exportações do porto de Tuapse, no Mar Negro, devem subir para 794 mil toneladas métricas em abril, um aumento de 8,7% em relação às 755 mil toneladas métricas previstas para março, de acordo com dois operadores do mercado e cálculos da Reuters.

Com informações da Reuters e da CNN Brasil. Foto: REUTERS/Eli Hartman

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