A Petrobrás reduziu seus preços de venda de gasolina A na semana passada, mas manteve os preços de venda do diesel para as companhias distribuidoras. Essa política não repercutiu nos valores dos fretes praticados em Minas Gerais.
Com uma forte matriz econômica ancorada nos produtos siderúrgicos e no agronegócio, Minas Gerais sofre com o “tarifaço de Trump”, que traz severas consequências para o transporte rodoviário de cargas no estado. O vice-presidente do SETCEMG, Adalcir Lopes, em entrevista para a Rádio Itatiaia, afirmou que o setor siderúrgico e de ferro fundido caíram 50% e o de café 25%, levando ao um descompasso na demanda. “Hoje, temos mais caminhão do que cargas. Existe uma ociosidade que pressiona os fretes para baixo”.
Segundo ele, os fretes em Minas foram os que mais caíram nos últimos seis meses no país e a diminuição nos preços dos combustíveis não significará queda nos seus valores que já estão baixos.
A entrevista foi ao ar no sábado (25/10). Vale a pena conferir:
