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CNT defende base técnica e foco na qualidade ao transportador no acréscimo de teor de biodiesel ao diesel

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Em debate no Conexão Rodovias, entidade destaca necessidade de soluções estruturais e previsibilidade para evitar impactos operacionais no transporte rodoviário 

Por Agência CNT Transporte Atual
  

A CNT defendeu cautela técnica e implementação de melhorias estruturantes para garantir a qualidade do biodiesel antes do avanço gradual no aumento do teor de biodiesel durante debate no evento Conexão Rodovias, realizado pela Fecombustíveis nessa quinta-feira (9), em Brasília. Representando a entidade, a gerente executiva ambiental da CNT, Erica Marcos, participou do painel “Biodiesel: dores, desafios e possíveis soluções”, que reuniu lideranças do setor de postos rodoviários, empresários e entidades representativas para discutir pautas estratégicas da operação nas estradas.

Durante o painel, a CNT ressaltou que o avanço do teor de biodiesel no diesel deve ser conduzido com base em critérios técnicos rigorosos e com responsabilidade compartilhada entre todos os elos da cadeia. A entidade destacou que é fundamental assegurar a estabilidade e a qualidade do combustível até o usuário final, que são os transportadores, diretamente impactados pelo desempenho do insumo.

Segundo Erica Marcos, “é essencial que o avanço do teor de biodiesel ocorra de forma paulatina, com base técnica e previsibilidade, evitando externalidades negativas para todos os elos da cadeia e assegurando que o combustível chegue com qualidade ao transportador”, afirmou. Para ela, é necessário equilibrar os objetivos de descarbonização com a segurança operacional do transporte rodoviário.

A Confederação também apontou a necessidade de implementação prévia de soluções estruturais, como a ampliação do número de refinarias, para encurtar as cadeias logísticas, considerando as propriedades físico-químicas mais sensíveis do biodiesel. Uma das alternativas mencionadas foi a avaliação da realização da mistura nessas instalações, em vez de ocorrer nas distribuidoras, como forma de ampliar o controle de qualidade do combustível.

A CNT destacou também que o avanço do teor de biodiesel deve passar por validações técnicas e testes, conforme estabelecido na Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024). A regulamentação estabelece diretrizes para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira e reforça o compromisso do país com a descarbonização. O tema esteve no centro dos debates do Conexão Rodovias, consolidando o evento como espaço permanente de diálogo sobre desafios operacionais nas rodovias.

Base técnica orienta debate sobre combustíveis de baixo carbono

A atuação da CNT em torno do tema está respaldada por estudos técnicos que analisam alternativas energéticas para o transporte. Na publicação “Diesel Verde: uma opção de baixo carbono para caminhões e ônibus rodoviários”, da série Energia no Transporte, a Confederação destaca que o diesel renovável, produzido a partir de biomassa ou resíduos, tem estrutura química semelhante à do diesel mineral, o que permite sua utilização em veículos pesados sem a necessidade de adaptações nos motores.

O estudo aponta ainda que essa característica favorece ganhos de eficiência na combustão e redução de emissões de poluentes, como material particulado, contribuindo para a melhoria ambiental do setor. Dados da IEA (Agência Internacional de Energia, na tradução) apresentados na publicação indicam que o diesel verde alcançou a oferta global de 13,3 bilhões de litros em 2022, o equivalente a cerca de 8% do consumo mundial de biocombustíveis, com expectativa de crescimento nos próximos anos.

Ao mesmo tempo, o material técnico ressalta desafios relevantes para a expansão dessas alternativas, como o custo de produção ainda superior ao diesel mineral e a necessidade de avanços regulatórios para viabilizar a sua escala produtiva no Brasil. Nesse contexto, a CNT reforça que o desenvolvimento de soluções de baixo carbono deve estar alinhado a critérios de viabilidade técnica, segurança operacional e previsibilidade regulatória e econômica, garantindo uma transição energética eficiente e sustentável para o transporte rodoviário.

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