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Frete justo volta ao centro do debate em 2026 diante da disparada do diesel

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Setcemg defende reajustes imediatos e automáticos no transporte de cargas para evitar prejuízos às empresas e alerta para impacto em toda a cadeia logística

 

portaldomediopiracicaba@gmail.com Redação

Com a volatilidade no preço do diesel e seus impactos diretos no transporte rodoviário de cargas, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg) reforça, em 2026, a campanha pelo frete justo. A entidade chama atenção para a necessidade de mecanismos mais ágeis de reajuste dos valores praticados no setor, de forma a garantir o equilíbrio econômico das operações e evitar que transportadoras arquem sozinhas com os aumentos de custos.

A proposta defendida pelo Setcemg é que os contratos prevejam reajustes automáticos sempre que houver alta nos combustíveis, além da revisão constante de outros itens que impactam diretamente a atividade, como manutenção de veículos, pneus, mão de obra, impostos e encargos financeiros. Segundo a entidade, sem esse alinhamento, empresas acabam operando no prejuízo, especialmente em viagens já contratadas antes dos reajustes.

“O Setcemg manterá a campanha do frete justo em 2026, principalmente diante desse descontrole no preço do diesel. As empresas precisam ter seus fretes reajustados com rapidez e de forma automática após os aumentos. Isso não representa ganho, mas apenas a reposição de perdas, já que muitos veículos estão em trânsito com custos maiores e fretes fechados anteriormente”, afirma o presidente do Setcemg, Antonio Luis da Silva Junior.

Como medida emergencial, a entidade sugere um reajuste imediato na ordem de 15% para amenizar os impactos mais recentes, até que os contratos sejam reequilibrados. O sindicato também reforça que a tabela de frete mínimo deve ser entendida como piso, sobre o qual precisam ser considerados custos adicionais, como seguros, riscos da operação e margens necessárias para a sustentabilidade dos negócios.

“O que defendemos é que as empresas administrem seus custos com rigor e repassem imediatamente os aumentos aos embarcadores. Não estamos falando apenas de combustível, mas de toda a cadeia de custos. As transportadoras não podem continuar absorvendo essas defasagens sozinhas”, completa o presidente.

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