O Setcemg (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais) foi recentemente destaque em duas importantes publicações da mídia mineira: Jornal O Tempo e Diário do Comércio. Em ambas as matérias, a entidade reforça que a recente redução no preço do diesel, anunciada pelo Governo Federal, não é suficiente para resolver a defasagem nos valores do frete que afeta o setor de transporte rodoviário.
No Jornal O Tempo, a matéria enfatiza a preocupação do Setcemg de que a queda no preço do combustível não atinge diretamente os custos operacionais das empresas de transporte. A entidade argumenta que, apesar da redução no diesel, os custos com manutenção, impostos e outros insumos continuam em alta, o que contribui para a continuação da defasagem no preço do frete. Em entrevista, representantes do Setcemg alertaram para o impacto que essa diferença no valor do frete tem sobre a sustentabilidade das empresas de transporte e o aumento de custos para o consumidor final.
Já no Diário do Comércio, a análise foi no mesmo sentido, destacando que a redução do diesel de 46% ainda está longe de ser suficiente para cobrir os aumentos dos custos dos transportes, que foram inflacionados nos últimos anos. A matéria também trouxe dados sobre a real necessidade de uma reavaliação nos preços do frete, que hoje estão em níveis abaixo do que é considerado justo para as empresas do setor. A defasagem nos preços do frete é um problema recorrente e a redução no diesel, embora importante, não resolve as questões estruturais que impactam o setor.
O Setcemg, em suas declarações, continua a reforçar que o setor de transporte de carga no estado precisa de mais medidas para garantir o equilíbrio econômico, além de uma revisão das tarifas de frete que seja condizente com a realidade dos custos enfrentados pelos transportadores.
