Nesta quinta-feira, 07 de novembro, representantes do SETCEMG participaram de um debate na Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que discutiu a criação de uma agência reguladora para o setor de transporte no estado. O evento reuniu deputados, autoridades do setor e representantes de entidades empresariais para avaliar a relevância de uma estrutura reguladora dedicada ao transporte estadual. Estiveram presentes na mesa nomes como a deputada Maria Clara Marra e os deputados Rodrigo Lopes, Roberto Andrade e Professor Cleiton Oliveira, além de Pedro Bruno, secretário de Infraestrutura do Governo de Minas Gerais; Guilherme Luiz Bianco, diretor de Relações Internacionais da empresa Melhores Rodovias do Brasil; e Marcelo Alcides dos Santos, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O SETCEMG foi representado pelo vice-presidente Adalcir Lopes e pelo consultor técnico Luciano Medrado. Em sua fala, Adalcir destacou o cenário de crise no setor, especialmente quanto à escassez de mão de obra qualificada para a condução de veículos pesados, e ressaltou a importância de uma agência reguladora para dar suporte aos empresários do setor. “Nos últimos tempos, tivemos quatro concessões em Minas Gerais, e o transportador de carga está quase entrando em colapso. Não temos mão de obra e, com o aumento da produção, precisamos de mais caminhões, mas não conseguimos motoristas suficientes. Estamos trabalhando com o SEST SENAT para formar novos motoristas e incentivando as mulheres a entrarem no segmento”, comentou.
Adalcir também enfatizou que o setor defende a criação de uma agência para assegurar a estabilidade do investimento privado. “Aprendi o quanto é importante ter uma agência reguladora. Ela é o que nos dá o conforto de investir, pois sabemos que existem técnicos sérios e profissionais qualificados que garantem uma fiscalização justa”, acrescentou.
Já o consultor técnico do SETCEMG, Luciano Medrado, apontou a importância de uma agência reguladora para proporcionar consistência e segurança técnica aos operadores do setor de transporte. “O Brasil já tem uma experiência de mais de vinte anos com agências reguladoras, iniciada no final dos anos 90, num contexto político liberal. Acompanhamos de perto essa experiência e sabemos que ela oferece um componente essencial para a operação privada: a segurança técnica, que se traduz em segurança jurídica. É esse respaldo que as agências proporcionam”, disse.
A criação de uma agência reguladora estadual é vista como uma medida essencial para proporcionar clareza, transparência e previsibilidade ao setor de transporte em Minas Gerais, promovendo um ambiente de negócios mais seguro e atraente para investimentos.





