4ª Edição do Encontro de Empresários debate concessões de rodovias em Minas

Localizado na região da Pampulha, próximo ao Mineirão e à Lagoa, o Setcemg se torna, a cada dois meses, o epicentro do networking entre empresários do setor de transporte rodoviário de cargas de Minas Gerais e grandes marcas apoiadoras. Na última quinta-feira, dia 29, a entidade realizou a 4ª edição do Encontro de Empresários do TRC.

O evento contou com a presença do secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, Marco Aurélio Barcelos, que ministrou palestra  sobre as ações e intenções da atual gestão do Governo de Minas Gerais sobre infraestrutura e concessão de rodovias. A solenidade contou ainda com a presença do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa; do presidente da Federação da Empresas de Transporte de Cargas (Fetcemg), Sérgio Pedrosa; do deputado federal Lucas Gonzalez (Novo), do chefe de gabinete do vice-governador, Estevão Fiúza, e do presidente do jornal Diário do Comércio, Luiz Carlos Costa. O presidente do Setcemg, Gladstone Lobato abriu o Encontro agradecendo a presença do público. Em seguida, afirmou que o sindicato é a casa do transportador mineiro e que as portas estão sempre abertas para o Governo do Estado.

 

O secretário de Estado e Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, Marco Aurélio Barcelos, apresentou os planos e ideias para melhorar a qualidade das rodovias de Minas. Afirmou que isso irá ocorrer por concessões e parcerias, uma vez que o Governo não possui recursos suficientes para fazer investimentos e manutenções necessárias nas rodovias. Barcelos afirmou que os primeiros lotes de concessão, sete no total, foram anunciados e estão nas regiões do Triângulo, Centro-Sul, Sudoeste de Minas Gerais. A estimativa é que até o final da gestão do governador Romeu Zema, em 2022, seja entregue 2,5 mil quilômetros concedidos. A expectativa é arrecadar R$1 bilhão.

Em relação ao Anel Rodoviário, o secretário de Estado afirmou que o Governo compartilha do sonho do TRC em viabilizar o projeto da alça Norte e da alça Sul em alternativa ao Anel Rodoviário existente dentro de Belo Horizonte.

 

Encerrando o encontro,  o presidente da CNT, Vander Costa, avaliou que a única saída, no curto prazo, para o desenvolvimento de Infraestrutura em Minas Gerais e no país é por meio de concessões e privatizações de rodovias. Ao direcionar sua fala ao secretário de Estado, Vander Costa defendeu que os pedágios sejam cobrados na proporção daqueles que utilizam, ou seja, por quilômetro rodado. Nesse sentido, criticou que a prática no Brasil é de colocar as praças de pedágios afastadas dos grandes centros urbanos, onde possui a maior movimentação e tráfego de veículos. E isso gera uma distorção. A exemplo da BR 040, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro, a primeira praça de pedágio é em Itabirito, a 100km da capital, quase chegando em Ouro Preto.

Ao tratar sobre licitações, Vander Costa não vê com bons olhos as concessões por maior outorga, uma vez que que elas chegam a inibir os investimentos. “Quando você pega uma rodovia de altíssima qualidade, com pedágio muito caro, o frete fica caro e isso impede o desenvolvimento econômico. Então, quando se coloca o preço fixado na média, é um alento. Mas já deveria estar na legislação, no edital, que a outorga seria obrigatoriamente investida na concessão de um trecho, de menor movimento, para promover o desenvolvimento econômico. Porque, de outra forma, sabemos que esse dinheiro cai no caixa do Governo. E sabemos que, quando o dinheiro está na caixa do Governo, nem sempre você faz o que quer, se faz o que é mais urgente”.

Por sua vez, Marco Aurélio Barcelos afirmou que o governo compartilha do pensamento do presidente da CNT, de que os recursos angariados com as outorgas sejam investidos necessariamente no sistema rodoviário. “Essa é a nossa premissa”, concluiu. Durante o Encontro de Empresários, o secretário fez um autoconvite para voltar ao Setcemg daqui a seis meses e fazer um balanço daquilo de concreto que avançou.

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