Governo ouve lideranças em busca de consenso

A semana começou com a ameaça de greve dos caminhoneiros, devido à insatisfação com a publicação da nova tabela de pisos mínimos de frete pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

A Resolução ANTT nº 5.849/2019, sobre pisos mínimos, foi aprovada em reunião realizada no dia 16 de julho pela agência, passando a vigorar à partir do dia 20 de julho. No entanto, a insatisfação causada entre os caminhoneiros fez com que o governo suspendesse a medida logo em seguida, no dia 22 de julho.

Diferentemente de 2018, quando o movimento dos caminhoneiros parou o país, o governo antecipou-se buscando interlocução com as diversas lideranças do setor de transporte rodoviário de cargas.

Interlocução com protagonistas

Neste cenário, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, teve um papel importante na costura de um consenso. O primeiro encontro na quarta-feira (24), reuniu o ministro da Infraestrutura e representantes de transportadoras, empresas donas de caminhão que contratam motoristas para transportar a carga da indústria e do agronegócio. Os representantes do setor saíram do encontro falando em “consenso”, mas não se posicionaram diante da crise.

Vice presidente de transporte rodoviário de cargas da Confederação Nacional do Transporte, Flávio Benatti, disse que o ministro está no caminho correto para sair da situação, mas evitou falar sobre as polêmicas envolvendo a resolução número 5.849/2019 da Agência. “ É uma situação complexa, a questão do tabelamento, e o que ouvimos do ministro, saímos otimistas em relação à busca desse consenso”, afirmou

José Hélio Fernandes, presidente da Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística, avaliou que seria interessante que o Supremo Tribunal Federal antecipasse a análise da constitucionalidade da tabela antiga, julgamento que está marcado para 4 de setembro. “Poderia dizer que viemos bastante preocupados, mas a reunião nos surpreendeu positivamente. Em uma situação como essa, realmente, tem que acontecer o diálogo. O governo conversou com embarcador, setor empresarial autônomos, e cada etapa dessa conversação, temos certeza que isso vai avançar positivamente”, garantiu.

Lideranças dos caminhoneiros

Em seguida o ministro reuniu-se com representantes dos caminhoneiros. “O setor de transporte rodoviário está dando exemplo de como construir soluções por meio do diálogo. A tabela que foi elaborada pela Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP) é de custos operacionais, portanto, o mínimo. Mas há parcelas adicionais que compõem o frete”, explicou o ministro.

Segundo ele, nas negociações, surgiu a oportunidade de se fazer acordos coletivos. “Todos concordaram, e isso gera engajamento, consenso, e estabelece um patamar de valor que efetivamente será praticado. Isso não aconteceu antes, porque o valor não era pago nem fiscalizado”, ressaltou.

Próxima semana

Reuniões com todos os envolvidos — embarcadores, transportadores, caminhoneiros — serão realizadas na semana que vem para fechar valores específicos para cada uma das 11 categorias de transporte de cargas.

Com informações do Correio Brasiliense

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