Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Desde que a data foi instituída, no início do século XX, muitas conquistas aconteceram e outras estão por vir.

Hoje, é inconcebível para uma criança entender como um dia, apenas por ter nascido mulher, a pessoa não tinha o direito de votar e, muito menos, de escolher com quem iria se casar. Hoje, a mulher não somente vota, como também escolhe o seu ou a sua companheira, e decide se quer ou não se casar.

Profissionalmente, as mulheres galgaram postos relevantes de trabalho. Existem setores econômicos e representações onde o gênero não faz a menor diferença, no entanto, tem outros que, ainda, é preciso ser mais que brilhante para ocupar um lugar de destaque.

No transporte rodoviário de cargas, um setor predominantemente de homens, as mudanças são visíveis.

No último Conet&Intersindical, por exemplo, realizado em fevereiro em Curitiba (PR), as mulheres marcaram presença significativa. Certamente, foi a maior presença feminina registrada em uma reunião de transportadores. “Ficou muito evidente naquela ocasião, como a segunda e terceira gerações de transportadores têm um novo perfil, com as mulheres em atividades de destaque e gestoras dos negócios da família”, diz Juliana Martins, diretora da Repelub e da Fetcemg.

Desde 2008, Juliana integra as diretorias do Setcemg e, atualmente, da Fetcemg, e muito cedo começou a participar das entidades de classe introduzida pelo saudoso Ignácio Martins, seu pai. “Fui levada para o ambiente dos transportadores de forma muito suave pelo meu pai, que nos apresentou como colegas e amigos e não concorrente. Isso nos deixava muito à vontade”.

No entanto, ela lembra que o preconceito existe, mas que vem sendo superado. “Hoje, percebo que somos mais ouvidas em reuniões e estamos evoluindo na aceitação das mulheres nos postos de gestão e decisão das empresas e entidades”, afirma.

Na sua empresa, Repelub, 90% dos funcionários são mulheres, não por escolha de gênero, mas porque vão melhores nos testes. “Muitos fornecedores chegam em nossa sede e nos perguntam se isso não é um entrave para os custos/negócios, “pois mulheres ficam grávidas”. Eu penso se fosse assim eu também não poderia trabalhar”, diz.

Juliana tece elogios para sua equipe. Segundo ela, as mulheres adaptam-se mais facilmente às mudanças e são muito mais organizadas. “Elas impactam positivamente no negócio, principalmente se considerarmos a necessidade de evoluirmos rapidamente para continuarmos no mercado”, diz.

PRESENÇA FEMININA NA COMJOVEM

A Comissão de Jovens Empresários (COMJOVEM), da NTC&Logística, que tem como objetivo integrar e capacitar os jovens empresários e executivos do setor para que futuramente liderem as empresas de suas famílias, apresentou recentemente um balanço com dados importantes. Dos 37 núcleos (grupos estaduais ou municipais do setor) que fazem parte da comissão, 16 (43,1%) já contaram com uma mulher à frente da coordenação. Durante os 12 anos de história da COMJOVEM, 33 mulheres foram coordenadoras de seus núcleos. Em 2020, sete mulheres são coordenadoras (33%), enquanto 16 marcam presença na vice-coordenação (76,1%).

Para a vice-coordenadora nacional da COMJOVEM, Joyce Bessa, “o mundo está se transformando e acreditando cada vez mais na diversidade. Ainda existe uma grande estrada a percorrer pela paridade de gênero no local de trabalho, mas acredito que a inclusão de mulheres na liderança do TRC já é uma realidade”.

Com informações da NTC&Logística

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