MEIO AMBIENTE, ESG E A SOCIEDADE PÓS-DIGITAL

Walter-Cerqueira

Em 1972, na Assembleia Geral das Nações Unidas, foi criado e escolhido o dia 05 de junho para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Mesmo hoje, quase 50 anos depois, a conferência mantém sua importância devido à criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e à aprovação da Declaração da ONU sobre o Meio Ambiente.

Em 2021, a partir do tema “Reimagine. Recrie. Restaure”, a ONU propôs reflexões sobre a revitalização e proteção dos ecossistemas naturais.
A urgente reflexão sobre sustentabilidade e revitalização ambiental apresenta cenários cada vez mais complexos.

Olhando por cima do muro e pensando nos próximos anos da década recém-inaugurada, é primordial alinhar os negócios aos princípios do ESG e demonstrar quais práticas de gestão foram adotadas para sustentar, no longo prazo, a redução dos impactos ambientais, especialmente em questões relacionadas ao aquecimento global, à emissão de carbono, à eficiência energética, à gestão de resíduos sólidos e ao uso racional dos recursos naturais, dentre outros.

Voltando à SIGLA do ESG, além da letra E (environment ou meio ambiente), temos, com a letra S, a inclusão da dimensão social que se inicia com o relacionamento justo do negócio com seus fornecedores e estende-se a outros temas como inclusão, diversidade, privacidade, proteção de dados, relações de trabalho e relações com as comunidades onde atuamos.

Por sua vez, a letra G vem de governança, que se traduz como conjunto de práticas de gestão corporativa que fortalecerão as empresas no enfrentamento dos desafios apresentados pela Sociedade 5.0, tais como: diversidade nos conselhos e boards (diretorias), ética e transparência, canais de denúncia de desvios, para citar alguns exemplos apenas.

Por tudo isso, nunca foi tão importante pensar nossos negócios para torná-los cada vez mais eficientes, sus- tentáveis, diversos: antifrágeis.

O conceito de Sociedade 5.0 traz consigo importante passo evolutivo focado no uso das novas e disruptivas tecnologias – Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, para criação de soluções para as necessidades humanas (e não empresariais).

Assim, ganharão cada vez mais relevância valores como sustentabilidade, qualidade de vida e inclusão social. O mercado de trabalho começa a entender a transformação da digitalização, do anywhere office, da diversidade intergeracional e da super comunicação.

Cada vez mais, as equipes de trabalho deverão demonstrar suas Real Skills. Para inspirar e influenciar clientes, consumidores e colaboradores é necessário alinhar o discurso à prática para manutenção de nossa credibilidade pessoal, profissional e empresarial.

Logo, pensar em como precisamos nos posicionar proativamente é a grande chave para causar impactos positivos nas pessoas que estão ao nosso redor.

Por fim, é importante lembrar que devemos trabalhar com vistas à chamada inovação para o passado – voltando nossos olhos para a melhoria dos processos já existentes e, principalmente, à inovação para o futuro – verdadeiramente disruptiva, investindo recursos no desenvolvimento de produtos e serviços que tenham no DNA o respeito ao meio ambiente, às comunidades onde atuamos e à sociedade em geral.

Pensar na nova era pós-digital é pensar em nosso propósito e em nosso legado. É saber que somos responsáveis pela qualidade de vida de nossa geração e de todas aquelas que sobrevirão.

WALTER CERQUEIRA – Assessor juridicoambiental do Setcemg e da Fetcemg

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